ERROS E ERROS

ERROS E ERROS

ERROS E ERROS

É conhecida a história de Sara Blakely, que aos 29 anos de idade já era dona da Spanx, marca de roupa íntima modeladora, que em 2011 valia cerca de US$ 1 bilhão. Ela foi eleita no ano seguinte, pela Forbes, como a mais jovem bilionária no mundo.Quando lhe perguntavam o segredo de uma ascensão tão rápida, Sara sempre respondia: “aprender com os erros cometidos” (Revista Eletrônica Business Insider. Edição de junho de 2015). E, de fato, sua história é marcada por uma série de erros cometidos. Antes de ficar bilionária, Sara foi à falência. Ela tentou ser comediante, advogada e trabalhar na Disney World. Não teve sucesso em nenhuma dessas iniciativas. 

        Durante sete anos ela vendeu aparelhos de fax de porta em porta e por várias vezes foi rejeitada. Mas, em todas essas experiências, ela tirou lições válidas. Aprendeu como se comportar, o que dizer e o que não dizer, como se planejar melhor e tentou várias e várias vezes até conseguir. Sua conclusão foi: “Uma das minhas maiores fraquezas se transformou em uma das minhas maiores forças” (entrevista dada a Jenna Goudreau em 12 de junho de 2012). Podemos dizer que Sara de fato aprendeu com seus erros. Mas nem todo mundo é assim.

       Há pessoas que erram várias e várias vezes e não aprendem nada com isso. Vivem se justificando de seus erros sem perceber os grandes ensinos que eles podem oferecer.

            O grande ensino dos erros é mostrar como podemos melhorar. Quando avaliados com atenção percebemos claramente quais são os pontos que devem ser mudados e a partir daí vamos acertando detalhes, implementando ações e em alguns casos abandonando definitivamente alguns planos que não podem sequer ser melhorados. Mas, para aprendermos com os erros, é necessário ser consciente e humilde: consciente para perceber por que o erro aconteceu e humilde para reconhecê-lo.

         Há pessoas que não conseguem perceber onde está o erro. Por esse motivo elas tentam várias e várias vezes e, porque não percebem onde está o erro, nunca conseguem consertá-lo. Outras pessoas sabem exatamente onde erraram, mas são orgulhosas demais para admitir. Nos dois casos os erros não se transformam em acertos. Continuam sendo obstáculos e não uma escola capaz de nos fazer melhorar.

            Quando algo der errado, tente descobrir qual foi e exatamente onde aconteceu o erro. Reflita sobre ele, pense em alternativas que o ajudem a não cometer o mesmo erro. E, sobretudo, admita que errou. Não há vergonha nenhuma nisso. A vergonha é continuar errando no mesmo ponto e nunca crescer em maturidade com os erros cometidos. Todo erro revela pelo menos uma coisa: você tentou. E isso é louvável. 

Agora vamos a novas tentativas, aprendendo com os erros cometidos e buscando os acertos necessários.

Guilherme A Gimenez

Teólogo, Pastor e Professor

Casado com Nívia e pai de Guilherme Júnior e Maria Laura.
Pastor titular da Igreja Batista Betel.Professor da Faculdade Teológica Batista de São Paulo nas áreas de Formação Ministerial (Gestão de Projetos) e Teologia Sistemática (Eclesiologia). Articulista do Instituto Jetro e revista Administração Eclesiástica.

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